terça-feira, 4 de novembro de 2008

Este trabalho é sobre o cancro do colo do útero. Eu escolhi este tema porque, em Abril de 2006, a minha mãe morreu vítima deste cancro.
O colo do útero liga a vagina ao útero. O colo permanece fechado até ao momento do parto. Aí, ele dilata-se para permitir a passagem do bebé.
O cancro do colo do útero é o único provocado por um vírus, que é o HPV. Este vírus é transmitido de pessoa para pessoa, através do contacto sexual. As infecções por HPV são muito frequentes, e já quase todas as pessoas em idade adulta estiveram, por uma vez, em contacto com este vírus. É por isso muito importante que todas as mulheres se submetam ao rastreio do cancro do colo do útero, que é feito através de uma simples citologia.
FACTORES DE RISCO
Existem alguns factores de risco que podem fazer com que uma mulher tenha mais possibilidades de contrair cancro no colo do útero. Eles são:
Ø não realizar o exame do papanicolau regularmente: este simples exame permite detectar células pré-cancerígenas, o que, com tratamento, previne o cancro. Este exame deve ser realizado uma vez por ano, em mulheres com uma vida sexual activa;
Ø sistema imunitário enfraquecido: as mulheres portadoras de VIH (o que provoca SIDA), ou sob medicação que inibe o sistema imunitário, correm mais riscos de ter cancro no colo do útero;
Ø a idade: as mulheres com mais de quarenta anos têm mais possibilidade de ter cancro no colo do útero;
Ø história sexual: mulheres que tenham muitos parceiros sexuais, ou que tenham um parceiro que tenha tido muitas parceiras, apresentam um maior risco de contrair cancro;
Ø as mulheres infectadas com HPV, e que tenham muitos filhos, têm mais possibilidade de ter cancro no colo do útero;
Ø tomar a pílula por longos períodos de tempo (5 anos ou mais) pode, em mulheres infectadas por HPV, aumentar o risco de desenvolver cancro no colo do útero.
SINTOMAS
As alterações pré-cancerígenas não provocam sintomas, estes ocorrem apenas quando a doença já está muito avançada, e podem ser:
Ø hemorragia vaginal anormal (hemorragias entre períodos menstruais, hemorragia depois das relações sexuais, hemorragias depois da menopausa);
Ø aumento do corrimento vaginal;
Ø dor pélvica;
Ø dor durante as relações sexuais.
Formas de diagnóstico
Para fazer o diagnóstico, o médico pode usar vários métodos. Aqui apresento alguns deles:
Ø colposcopia: é utilizado um colposcópio para analisar o colo do útero. Este aparelho tem uma luz brilhante e uma lente de aumento, que permite ver em pormenor os tecidos do colo do útero;
Ø biopsia: o médico recolhe tecido para ser visto por um patologista, o qual procura a existência de células pré-cancerígenas ou cancerígenas;
Ø biopsia em cone: o médico recolhe uma amostra de tecido em forma de cone, o que permite observar se existem células anómalas no tecido abaixo da superfície do colo do útero.
Este meio pode ainda ser usado para remover uma zona pré-cancerígena.


Determinar o avanço da doença

Estádio 0- O cancro é detectado apenas na camada superior do tecido que reveste o colo. É também chamado de carcinoma in situ.
Estádio 1- O cancro invadiu os tecidos abaixo da camada superior de células do colo.
Estádio 2- O cancro já se disseminou para os tecidos adjacentes. Estendeu-se à parte superior da vagina, mas ainda não atinge a parede pélvica.
Estádio 3- O cancro já atingiu a parte inferior da vagina e pode, também, ter-se disseminado para a parede pélvica e para os gânglios linfáticos adjacentes.
Estádio 4- O cancro disseminou-se para a bexiga, para o recto ou para outras regiões.
Cancro recorrente – Ocorre quando um cancro já tratado volta a aparecer. Esta recidiva pode ocorrer no mesmo local do corpo, ou noutro completamente diferente.

Conclusão
É muito importante que todas as mulheres façam regularmente o rastreio contra o cancro do colo do útero. Uma anomalia pode ser tratada precocemente sem deixar sequelas, mas um cancro em estado avançado pode matar.
Na Europa, este cancro é a segunda causa de morte nas mulheres entre os 15 e os 44 anos, sucedendo ao cancro da mama. Todos os dias morrem, na Europa, 40 mulheres vítimas deste cancro.
Por todas estas razões, proteja-se. Existe actualmente uma campanha de prevenção que conta com folhetos, um CD de música feminina e um site na internet. Esta campanha chama-se PASSA A PALAVRA (www.passaapalavra.com).

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