Este texto é uma homenagem à minha mãe.
A minha mãe nasceu em Vila Franca de Xira. Aos 15 anos conheceu o meu pai, um alentejano chegado há pouco tempo de Estremoz. Começaram a namorar e, quando a minha mãe tinha 16 anos, engravidou. Dois meses antes de a minha mãe fazer os 17 anos, nasceu a minha irmã mais velha.
Apenas dois anos e meio depois, nasci eu. Quando eu tinha três anos, nasceu o meu irmão. Aos 25 anos, a minha mãe teve a sua última filha.
Com quatro filhos para cuidar, a minha mãe nunca trabalhou fora de casa, dedicando-se totalmente à educação dos filhos.
Era muito bom chegar a casa depois da escola e ter a mãe em casa, sempre com um carinho e muita atenção para dar.
Quando a minha mãe tinha 41 anos, foi avó pela primeira vez. A minha irmã mais velha deu à luz uma menina encantadora, mas, nesse ano, pela altura do Natal, recebemos uma notícia terrível: a minha mãe tinha cancro no colo do útero.
No inicio de 2005, a minha mãe começou a ser tratada no IPO de Lisboa. Primeiro, fez radioterapia e quimioterapia. A radioterapia era todos os dias e a quimioterapia uma vez por semana, como, nessa altura, eu estava desempregada, ia com ela todos os dias.
Como estes tratamentos não fizeram efeito, em Abril, a minha mãe foi sujeita a uma histerectomia radical.
Depois da operação, tudo estabilizou, até Novembro. Nessa altura, a médica mandou-a fazer uma ressonância magnética e descobriu que o cancro voltara a aparecer, mas agora nas paredes da vagina. Nesta altura, a minha mãe começou a ter problemas de estômago, ficou internada e fizeram-lhe uma biopsia, onde descobriram que o cancro já se tinha espalhado para o estômago.
Quando a médica falou connosco, disse-nos que o cancro se tinha espalhado e que já não havia muito a fazer. Nessa semana, a minha mãe começou novamente a fazer quimioterapia, mas, desta vez, era mais agressiva e começou-lhe a cair o cabelo, as sobrancelhas e as pestanas.
A partir daqui, ela passou a estar quase sempre no hospital, pois não conseguia comer. Em Fevereiro, os rins pararam e os médicos colocaram-lhe uns pequenos tubos ligados a dois sacos para extrair a urina.
A minha mãe foi piorando e, no dia 18 de Abril, foi para o hospital. Quando lá chegámos, a médica disse-nos que era melhor ela lá ficar, porque já estava muito mal, e preparou-nos para o pior.
No dia 23 de Abril, um domingo, eu estava a trabalhar e não pude ir ao hospital, mas, por volta das 18 horas, liguei para a minha irmã que me disse que a minha mãe estava muito pior. Eu larguei o trabalho e fui vê-la. Quando lá cheguei, ela já estava num quarto sozinha, a receber oxigénio, e com muito líquido nos pulmões. Estive ao pé dela até às nove e meia da noite. Quando me despedi, senti que talvez fosse a última vez que a via com vida, e foi.
No dia seguinte, às 7 da manhã, chegou a notícia que a minha mãe tinha morrido às 23:30 do dia anterior.
Foi terrível ter perdido a minha mãe desta forma, mas ficaram as boas recordações. Ela sempre foi uma grande mãe, dedicada, carinhosa, compreensiva, que sempre lutou pelo bem-estar físico e psicológico dos filhos.
Por isso, para ti, mãezinha, fica esta mensagem:
OBRIGADA PELO AMOR, PELO CARINHO E PELA DEDICAÇÃO.SÃO PARA TI ESTAS ROSAS
A minha mãe nasceu em Vila Franca de Xira. Aos 15 anos conheceu o meu pai, um alentejano chegado há pouco tempo de Estremoz. Começaram a namorar e, quando a minha mãe tinha 16 anos, engravidou. Dois meses antes de a minha mãe fazer os 17 anos, nasceu a minha irmã mais velha.
Apenas dois anos e meio depois, nasci eu. Quando eu tinha três anos, nasceu o meu irmão. Aos 25 anos, a minha mãe teve a sua última filha.
Com quatro filhos para cuidar, a minha mãe nunca trabalhou fora de casa, dedicando-se totalmente à educação dos filhos.
Era muito bom chegar a casa depois da escola e ter a mãe em casa, sempre com um carinho e muita atenção para dar.
Quando a minha mãe tinha 41 anos, foi avó pela primeira vez. A minha irmã mais velha deu à luz uma menina encantadora, mas, nesse ano, pela altura do Natal, recebemos uma notícia terrível: a minha mãe tinha cancro no colo do útero.
No inicio de 2005, a minha mãe começou a ser tratada no IPO de Lisboa. Primeiro, fez radioterapia e quimioterapia. A radioterapia era todos os dias e a quimioterapia uma vez por semana, como, nessa altura, eu estava desempregada, ia com ela todos os dias.
Como estes tratamentos não fizeram efeito, em Abril, a minha mãe foi sujeita a uma histerectomia radical.
Depois da operação, tudo estabilizou, até Novembro. Nessa altura, a médica mandou-a fazer uma ressonância magnética e descobriu que o cancro voltara a aparecer, mas agora nas paredes da vagina. Nesta altura, a minha mãe começou a ter problemas de estômago, ficou internada e fizeram-lhe uma biopsia, onde descobriram que o cancro já se tinha espalhado para o estômago.
Quando a médica falou connosco, disse-nos que o cancro se tinha espalhado e que já não havia muito a fazer. Nessa semana, a minha mãe começou novamente a fazer quimioterapia, mas, desta vez, era mais agressiva e começou-lhe a cair o cabelo, as sobrancelhas e as pestanas.
A partir daqui, ela passou a estar quase sempre no hospital, pois não conseguia comer. Em Fevereiro, os rins pararam e os médicos colocaram-lhe uns pequenos tubos ligados a dois sacos para extrair a urina.
A minha mãe foi piorando e, no dia 18 de Abril, foi para o hospital. Quando lá chegámos, a médica disse-nos que era melhor ela lá ficar, porque já estava muito mal, e preparou-nos para o pior.
No dia 23 de Abril, um domingo, eu estava a trabalhar e não pude ir ao hospital, mas, por volta das 18 horas, liguei para a minha irmã que me disse que a minha mãe estava muito pior. Eu larguei o trabalho e fui vê-la. Quando lá cheguei, ela já estava num quarto sozinha, a receber oxigénio, e com muito líquido nos pulmões. Estive ao pé dela até às nove e meia da noite. Quando me despedi, senti que talvez fosse a última vez que a via com vida, e foi.
No dia seguinte, às 7 da manhã, chegou a notícia que a minha mãe tinha morrido às 23:30 do dia anterior.
Foi terrível ter perdido a minha mãe desta forma, mas ficaram as boas recordações. Ela sempre foi uma grande mãe, dedicada, carinhosa, compreensiva, que sempre lutou pelo bem-estar físico e psicológico dos filhos.
Por isso, para ti, mãezinha, fica esta mensagem:
OBRIGADA PELO AMOR, PELO CARINHO E PELA DEDICAÇÃO.SÃO PARA TI ESTAS ROSAS

1 comentário:
Silvinha, fizeste-me chorar com este teu texto. Simplesmente lindo e comovente... Onde quer que esteja a tua mãe, deve ter muito orgulho no que escreveste e no sentimento que lhe puseste... acredita que sim.
Um beijinho***
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